Oriental Dance with Yasmine Amar

Sunday, August 07, 2005

A Prostituta Sagrada


A eterna face do feminino...“ Ela é mistério, coberta de véus. Conseguimos vê-la apenas indistintamente. Apesar da luz bruxulante, discernimos sua silhueta feminina bem delineada. A brisa levanta seus véus deixando transparecer suas longas madeixas negras. Braceletes de prata enfeitam seus braços e calcanhares; meias-luas em miniatura pendem de suas orelhas e contas de lápis-lázuli circundam seu pescoço. Seu perfume com aroma de almíscar cria uma aura que estimula e enriquece o desejo físico. À medida que a prostituta sagrada avança pela porta aberta, começa a dançar ao som da música de flautas, pandeiro e címbalos. Seus gestos sua expressão facial e os movimentos de seu corpo flexível, tudo fala de maneira a dar boas vindas à paixão. Não há falsa modéstia em relação ao seus corpo e, quando dança, os contornos de sua forma feminina revelam-se sob sua túnica cor de açafrão quase transparente. Seus movimentos são graciosos, e ela tem plena consciência de sua beleza. Está cheia de amor e, quando dança, sua paixão cresce. Em seu êxtase, esquece toda repressão e entrega-se à deusa e ao estranho.” (extraído do livro “ A Prostituta Sagrada – a face eterna do feminino”, de Nancy Qualls-Corbett, Editora Paullus)

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