Oriental Dance with Yasmine Amar

Saturday, June 10, 2006

sacedotisas da lua...



“... Ela caminhava com os pés descalços... Ela dançava agora para seu próprio deleite, num torvelinho em harmonia... Uma dança espiritual que nem o caráter comercial, nem a reprovação religiosa, nem mesmo a mudança dos novos tempos poderiam alcançar e, apagar a chama.” (Wendy Bonaventura – The Serpent Of The Nile)

Lembra...


Lembra, mulher, de quando teus pés pisavam a terra...

Recorda que conhecias os mistérios lunares,
o poder de teu sangue e guiavas tua vida
de tua intuição e sabedoria.

Sua natureza, sempre disposta a dar vida e
dela cuidar, hoje necessitas de tua atenção e
teus olhares...
por isso não percas mais tempo, te apresses...

...Danças o corpo, danças o espírito...

Acorda mulher...Acorda...

Thursday, May 25, 2006

A Dança Nasceu com o Universo


...“A dança nasceu junto como próprio Universo, a partir da observação instintiva de que o ritmo é o elemento fundamental que domina o movimento cósmico.Todo o cosmo se encontra em eterno movimento.
...Neste Cosmo em perpétuo movimento,a vida segue um ciclo rítmico de nascimento,crescimento e morte, que se mantém ,graças ao ritmo dos batimentos cardíacos e aos outros reflexos automáticos do organismo humano. (...) Quando se dança a dança de todos os povos ,cria-se uma nova identidade cultural universal, onde se vivencia a idéia de Unidade do Mundo, e se trabalha de forma incessantemente pela paz... (...) com isto modifica-se também o papel da dança, cuja alma se perdeu num mundo de técnicas, domínio corporal e competição entre tantos egos narcisistas."
Gláucia Helena C. B. Rodrigues, em Danças Circulares Sagradas -uma proposta de educação e cura,organização Renata Carvalho Lima Ramos- organizadora ed. Triom

Wednesday, May 24, 2006

Equilíbrio Bioenergético na Dança do Ventre


Levando-se em conta abordagens corporais da Psicologia, como Reich e Jung, resolvi postar sobre a necessidade de dançarmos com harmonia e equilíbrio corporal, uma vez que, o contrário, acarreta inevitavelmente desarmonia e desequilibrio psico-emocional.
Vamos pensar nos pontos e articulações trabalhados pela dança: tornozelos, joelhos, quadril, ombros, cotovelos, pulsos, pescoço. Considerando a lateralidade, temos 13 pontos.
Se trabalharmos excessivamente o quadril e não movimentarmos cabeça, por exemplo, a energia fica bloqueada, estagnada e não transcende, gerando desequilíbrios.
Na verdade, movimentar o quadril é importante uma vez que a energia movimenta-se no sentido ascendente, pela coluna. O problema está em não trabalhar os demais pontos, ou trabalhar de maneira insuficiente. A energia centrada no quadril apenas, acarreta em vários desequilíbrios e, um deles, é com relação ao ego.

Observe sua dança... observe como executa cada movimento, como respira...e sua Dança será também muito especial!


Muita PAZ a todos!

Yasmine Amar


foto: Paty Mahaila

Tuesday, May 23, 2006

A Dança e os antigos rituais...



" Las palabras y las ideas sobre la danza difieren de unas personas a otras, y se extiendem desde la pasión hasta el odio, cualquer cosa excepto la indif
erencia... Em el Antiguo Egipto, la danza surgió de la religión, se cró entre los muros de los templos, de la mano de los sacerdotes, y creció en el valle del Nilo. El investigador teatral Alaradis Nicole estudió este fenómeno en su libro sobre el teatro en el mundo y llegó a la conclusion de que en el Antiguo Egipto se conocía la danza expresiva o expresionista, que estaba incluida em las representaciones religiosas de caráter teatral, conocidas con el nombre de funciones de Abidos, y en aquellos rituales que se estuvieron representado durante dos o tres mil años a.C. en memoria de la muerte de Osiris." Shokry Mohamed, "La Danza Mágica del Vientre", mandala ediciones, pg 147 e 149

O Arquétipo...


" Ela é mistério, coberta de véus. Conseguimos vê-la apenas indistintamente. Apesar da luz bruxulante, dicernimos sua silhueta feminina bem delineada. A brisa levanta seus véus deixando transparecer suas longas madeixas negras. Braceletes de prata enfeitam seus braços e calcanhares; meias-luas em miniatura pendem de suas orelhas e contas de lápis-lázuli circundam seu pescoço. Seu perfume com aroma de almíscar cria uma aura que estimula e enriquece o desejo físico. À medida que a prostituta sagrada avança pela porta aberta, começa a dançar ao som da música de flautas, pandeiro e címbalos. Seus gestos, sua expressão facial e os movimentos de seu corpo flexível, tudo fala de maneira a dar boas vindas à paixão. Não há falsa modéstia em relação a seu corpo e , quando dança, os contornos de sua forma feminina revelam-se sob sua túnica cor de açafrão quase transparente. Seus movimentos são graciosos, e ela tem plena consciência de sua beleza. Está cheia de amor, e quando dança, sua paixão cresce. Em seu êxtase esquece toda repressão e entrega-se à deusa e ao estranho."

(extraído do livro "A Prostituta Sagrada- A face eterna do feminino", de NAncy Qualls-Corbett, Editora Paulus)

Friday, October 14, 2005

Um pouquinho de História do Antigo Egito...

A Música, o Canto e a Dança


Embora os antigos egípcios não tivessem um termo específico que correspondesse à nossa palavra música, executavam e ouviam uma excepcional variedade dela. Alguns instrumentos musicais já eram conhecidos desde os primeiros tempos e muitos deles foram encontrados pelos arqueólogos.Nos túmulos eram frequentemente representadas cenas de banquetes nas quais músicos, cantores e bailarinos apareciam em destaque. É o caso, por exemplo, deste harpista cego de um túmulo da XII dinastia. Tais representações se intensificaram no Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.). Como nestas festas domésticas geralmente homens e mulheres ficavam em ambientes separados, era usual que as mulheres tivessem moças que tocavam para elas, enquanto que os homens escutavam outro conjunto de músicos masculinos.
Infelizmente não temos documentação sobre as melodias, os rítmos e os passos das danças. Apesar disso, é possível reconstituir um pouco da vida musical, dos instrumentos e dos músicos do Egito antigo, graças ao que temos: as palavras das canções; as ilustrações mostrando músicos, cantores e dançarinos; a denominação das pessoas que exerciam tais profissões e os instrumentos depositados como objetos funerários e encontrados em tumbas de quase todas as épocas da história egípcia. Nos relevos achados até hoje jamais aparecem músicos tendo à sua frente um papiro como partitura. Isso levou os arqueólogos a suporem que os egípcios não tinham um sistema musical escrito.
Os principais instrumentos utilizados eram, sem dúvida, flautas, clarinetes e harpas, empregados principalmente por ocasião de festividades religiosas ou da vida cotidiana para execução de uma música circunstancial. Juntavam-se a eles o duplo oboé, a trombeta, o alaúde e a lira. Os instrumentos de percussão normais eram o pandeiro e o tambor, enquanto que os sistros e crótalos eram utilizados como instrumentos de percussão em rituais. Embora o rítmo musical fosse marcado pelos percussionistas, essa função era às vezes substituída pelas palmas.
Ainda que houvesse manifestações musicais nos lares, eram os músicos dos cultos e dos templos que realizavam a maior parte dos eventos nos quais a música tivesse importância. As pessoas acreditavam que os deuses apreciavam e eram pacificados pelas manifestações musicais. Papel de destaque tiveram, a partir do Império Novo, as cantoras desta ou daquela divindade, cuja função consistia justamente em oficiar como executantes do respectivo templo nas cerimonias de culto. É sabido que apenas o faraó e os sumo-sacerdotes podiam ver as estátuas de culto das divindades que ficavam nos santuários dos templos. Portanto, se músicos tocavam diante dessas estátuas, pressume-se que teriam que ser cegos. De fato, harpistas masculinos cegos são mostrados em algumas paredes das tumbas, como o que vemos no alto desta página, o que leva a concluir, também, que não havia discriminação social com relação aos deficientes físicos. Em síntese, as atividades musicais faziam parte dos rituais diários dos templos, apareciam com grande destaque nos festivais dedicados aos deuses e ainda faziam parte dos ritos religiosos mais pessoais como era o caso, por exemplo, dos nascimentos e falecimentos.
Canto e dança também faziam parte integrante da vida musical egípcia. Em um papiro do Império Novo, conhecido como Os Ensinamentos de Ani, está dito que o canto, a dança e o incenso são o alimento dos deuses. Pelo menos um instrumento acompanhava quase todas as canções entoadas. O desenvolvimento melódico e a estrutura rítmica da música e do canto eram indicados pelos movimentos das mãos e por gestos transmitidos aos respectivos músicos através da mímica por uma espécie de líderes, denominados atualmente de quirônomos ou quironomistas. A realidade é que em vários relevos do Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.), ao lado dos instrumentistas, vemos um personagem que faz sinais com as mãos havendo uma relação entre a posição das mãos do instrumentista e os sinais deste personagem. Ao que parece, tais sinais foram a mais antiga forma de notação musical. Considerando que nos desenhos podem aparecer até três quironomistas na mesma cena, parece claro que eles não dirigiam o conjunto como se fossem maestros, mas realmente indicavam as notas que deveriam ser tocadas. Os quirônomos desapareceram a partir do Império Novo.
Os cantos assim estruturados comportavam diferentes gêneros melódicos. Podemos muito bem distinguir os cantos do trabalho de camponeses, de pastores, de pescadores, das mulheres ceifeiras e dos artífices e, ainda, as canções de amor, de entretenimento e, por último mas não menos importante, os cantos fúnebres. Cantar era um elemento fundamental, por exemplo, dos ritos associados com a agricultura. As ceifeiras poderiam cantar um lamento, acompanhado por uma flauta, para expressar sua tristeza pelo primeiro corte da colheita, ato que se pensava siombolizar um ferimento em Osíris, o deus da vegetação.
Também dispomos de informações referentes à formação dos cantores e cantoras. Eles eram instruídos em verdadeiras escolas de canto e tinham uma importante posição dentro da corte faraônica. É egípcio o primeiro músico da história universal cujo nome chegou até nós: chamava-se Khoufouankh, tocava no palácio do rei Userkaf (c. 2465 a 2458 a.C.), da V dinastia, ocupava o posto de cantor, diretor dos cantores e flautista da corte. Por seu prestígio teve permissão de erigir seu túmulo, primorosamente decorado, nas proximidades das pirâmides de Gizé.
Estamos também bem informados — esclarece o professor de egiptologia da Universidade de Constança, Wilfried Seipel — sobre os diferentes gêneros coreográficos em uso desde o Império Antigo graças às numerosas representações conservadas nas tumbas. Do Império Antigo ao Império Novo, e ainda no Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.), havia diferentes danças, algumas calmas, sérias, outras, ao contrário, cheias de vida, exuberantes, para não dizer orgiásticas. A maior parte era executada por moças jovens ou mulheres, mas encontramos excepcionalmente algumas danças complicadas executadas por homens.As dançarinas representadas nas tumbas do Império Novo, com seus longos penteados ou suas grandes perucas, enfeitadas com colares e brincos, estão frequentemente vestidas com longas vestes de linho transparente, que mais revelam o corpo do que o escondem, mas às vezes não trazem mais do que um simples cinto estreito apertado ao redor dos quadris. Crótalos nas mãos, essas jovens moças, alegremente, rodopiavam sobre si mesmas e mantinham toda a audiência sob o encantamento de sua graça e de seus atrativos.
Estatuetas femininas com os braços levantados ou pinturas em cerâmica sobre o tema da dança, datadas do período pré-dinástico, ou seja, muito anteriores a 3000 anos a.C., demonstram que esta é uma manifestação artística bem antiga para os egípcios. Danças podiam ocorrer durante cerimônias religiosas e, ainda, em banquetes e festas populares. Ao término das colheitas, por exemplo, os camponeses dançavam em sinal de alegria. As danças relacionadas aos ritos agrícolas tinham dois objetivos principais: estimular o crescimento da vegetação e agradecer aos deuses os bons resultados. Em um conto intitulado O Nascimento das Crianças Reais, datado do Império Médio, as parteiras que chegam à casa de uma mulher que está em trabalho de parto chegam disfarçadas como dançarinas, quando na realidade são deusas. Pode muito bem ter sido comum que as dançarinas tenham tido um papel relevante na hora dos nascimentos. Havia também danças guerreiras, simbolicamente representando a vitória almejada.
Entretanto, de modo geral, bailarinos e bailarinas eram profissionais do ofício e costumavam fazer parte do pessoal adjuntos aos templos. Embora alguns passos pudessem ser come-didos, delicados e graciosos, havia também verdadeiras danças acrobáticas, como bem retratam vários relevos antigos. Em alguns deles se percebe, perfeitamente, a musculosidade das pernas das bailarinas, atestando que faziam dessa atividade a sua profissão. A figura acima, uma ostraca de calcário com 16,8 cm de largura da XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.), proveniente de Deir el-Medina, a aldeia situada a oeste de Tebas que abrigava construtores de túmulos, mostra o esboço de uma dançarina acrobática. Observe a curiosa posição do brinco que "cai para cima".
A coreografia podia reunir grupos ou pares, mas sempre do mesmo sexo, e na maioria das vezes eram as mulheres que se exibiam, sobretudo nas danças funerárias das quais só elas participavam. Aqui o objetivo era o de alegrar o espírito do morto e espantar os maus espíritos. Nas principais cerimônias em que o faraó comparecia como, por exemplo, quando se erigia o pilar djed, um rito cujo objetivo era dar vida ao deus Osíris; na festa do Heb Sed, um festival no qual o rei passava por um sacrifício simbólico de morte e ressureição; ou na festa de Opet, a maior festividade do ano, na qual Amon era carregado em barcos dourados nos ombros dos sacerdotes, a dança também estava presente.
A deusa Hátor e o deus Bes eram divindades protetoras da música e da dança. Algumas bailarinas costumavam tatuar a perna com imagens do deus Bes. Nas festividades oferecidas não apenas à deusa Hátor, mas também à deusa Bastet, a coreografia assumia grande destaque. Em festividades religiosas podia haver a presença de bailarinos estrangeiros, tais como núbios e líbios, o que ocorreu principalmente no decorrer do Império Novo.
Desde os tempos da V dinastia (c. 2465 a.C.) que anões com máscaras leoninas parecem ter sido reunidos aos grupos de mulheres que cantavam e dançavam em ocasiões religiosas. Em alguns casos em que as danças tinham caráter cômico, era muito apreciada a presença de pigmeus.


fonte: http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/musica.htm

Tuesday, August 16, 2005

Sobre a Música Árabe


Os primeiros instrumentos criados pelo homem, foram os percussivos (tambores, chocalhos, pandeiros, etc), por isso muitas vezes associados ao lado instintivo, primitivo, fisiológico e mais ligados aos quadris.
Os instrumentos melódicos (flautas , etc) são os segundos a serem criados, sendo relacionados à emoções, à região do tronco.
E por último, os instrumentos harmônicos (piano, etc) que são considerados mais racionais, portanto, ligados ao intelecto e à mente humana.
Surge uma necessidade de prolongar seu corpo, são criadas baquetas e palhetas.
Esta divisão corporal ligada ao lado instintivo, emocional e intelectual, também foi utilizada por François Delsarte.
O canto, mais tarde, passa a ser utilizado para contar estórias e transmitindo valores morais.
A música foi utilizada como um elemento mágico, curativo, ancestral. No Egito Antigo, os snujs (címbalos de metal) eram utilizados para espantar os maus espíritos e, temos relato também em papiros, do uso medicinal da música, com harpas.
Segundo alguns relatos, as bailarinas do Antigo Egito portavam sementes unidas em volta do quadril, que produziam som quando eram sacudidas. A semente é outro símbolo de fecundação, de embrião.
Arqueólogos encontraram em uma tumba egípcia, há não muito tempo, um papiro que indicava o tamanho exato de uma flauta feita de bambu, com diâmetro e todas as especificações necessárias para reproduzi-la. Musicólogos montaram uma réplica idêntica, para descobrir qual seria então a escala utilizada pelos antigos egípcios, na esperança de descobrir uma nova escala musical. Qual não foi a surpresa ao constatarem que os gregos não foram os primeiros, como se acreditava até então, a criar o modo Dórico (escala de ré), mas os egípcios.
Os árabes utilizam em sua música letras que têm por característica o seu caráter religioso (alah), romântico (amor idealizado), patriota(sua terra como sendo o melhor lugar do mundo) e, algumas vezes, falam dos animais como o camelo, por exemplo.
Quanto mais se escuta a música árabe, mais se compreende . É como se os ouvidos se abrissem para uma nova linguagem.

(Aton , Merit, Dança do Ventre, Dança do Coração, RADHU ,São Paulo,2000)

Monday, August 15, 2005

R I T M O S Árabes e a Dança Oriental

Ritmos


1)Baladi-Compasso 4/4, é sem dúvida o mais conhecido e mais utilizado ritmo para a dança do ventre. Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maksoum. Maksoum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acompanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maksoum.
O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maksoum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. A palavra Baladi significa meu povo, pode representar a terra natal e tudo o que tenha origem popular. Este ritmo é muito típico e o mais executado pelos músicos e cantores pop, principalmente no Egito, já que possui forte apelo comercial.Sempre seus acentos devem ser muito bem representados durante a dança. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maksoum. Existem inúmeras variações do Baladi; e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maksoum.
Dum - Dum – TKT - Dum - TKT
2) Wahd Wo Noss
Significa em português 1 e ½ (um e meio). O ritmo recebe este nome por possuir um acento e meio no começo da frase. Entre suas marcações, entre as batidas, há espaço para preenchimento. No meio e ao final, que é utilizado pelo músico de forma criativa e inusitada.Compasso 8/4, a metade dele é muito usada nas músicas clássicas também, sendo denominado de "Wahd". Wahd serve para quebrar uma evolução, dando uma sensação de queda de andamento. O Wahd, como é a metade do Wahd Wo Noss, contém 4 tempos por compasso.
Wahda significa "um" e corresponde ao primeiro Dum do compasso. Tem sua origem na Líbia. Ele lembra o caminhar de um camelo no deserto.Popularizado como o ritmo para a dança da serpente, onde a bailarina deve mover seu corpo como se fosse uma cobra. Os braços são a prioridade de movimento neste ritmo lento e cadenciado, de origem antiga.Wahd Wo Noss é usado não só em músicas clássicas, como também em taqsims (improvisações melódicas). Aparece com freqüência no início de um solo de derbake proporcionando um começo lento e envolvente para o que vem a seguir. É comum em peças clássicas, o wahd preceder um solo lento de algum instrumento.
Os acentos fortes estão nos tempos um, cinco, seis e sete do compasso, sendo que o tempo três é uma pausa. Deve-se evitar seguir somente os acentos do ritmo para não apagar o solo do instrumento melódico. Ele sim que deve ser seguido e evidenciado. O ritmo turco e grego Tschifftitilli, corresponde ao Wahd Wo Noss egípcio, mas possui uma certa variação.
3) Tschifftitilli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Em essência, também como outros é similar ao Maksoum. Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Sharky, também é comum na Turquia e nos países árabes como dança de casais. Alguns consideram como o Wahd Wo Noss, usualmente é tocado de forma lenta e moderada preferencialmente mantendo espaços entre as batidas. Os derbakistas apreciam completá-lo com improvisações inesperadas e criativas.
É usado para acompanhar o Taqsim, improvisação melódica de um instrumento solo.
4) Zaffe
Ritmo 4/4 egípcio é específico para casamento. Em especial, é a despedida da noiva da casa dos pais e a entrada dela numa vida nova.É tocado não só pelo derbake, mas também pelo daff e principalmente pelo mazhar. Normalmente é feita uma procissão, muito típica no Cairo.
Quando a noiva se despede da casa dos pais, na noite do casamento (apenas nesta noite, não no noivado, não no pedido, não em outra ocasião), ela vai passar pela casa da mãe e os amigos vão juntos.Existe uma música que se chama "Do'u El Mazhar", a tradução seria "Que toquem os Mazhars", porque diversas pessoas vão a pé, caminhando junto com a noiva e passam pela casa dela porque ela vai entrar numa vida nova.Este ritual significa que ela possa deixar para trás na noite do casamento qualquer sentimento que possa incomodar, os maus-olhados; é como se fosse um ritual de boa-sorte.
Essa procissão, essa passagem tem que ser feita a pé.
Vale a pena dar uma olhada no vídeo da Fifi Abdo, onde há uma representação do Zaffe.
5) Fallahi
Típico para folclore.
Se traduzirmos para o português, significa "caipira". A palavra Fallahi representa algo criado por um Fallahin - camponeses egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração que estão particularmente conectadas às épocas da colheita.Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maksoum.No Egito os homens dançavam o "Saaid", um ritmo especial para eles e as mulheres tinham o "Fallahi".
Esse ritmo vem do interior do Egito e antigamente, e até hoje, em algumas regiões as mulheres vinham buscar água com um jarro sobre as cabeças e em grupo. Trabalhar, buscar água longe, trazer ou lavar roupas na beira do rio. E para passar o tempo, para se cansar menos, elas tinham canções e dançavam ao ritmo fallahi.
É comum encontrarmos este ritmo na dança do jarro, na dança "Ghawazzi", que é a dança Cigana Egípcia e em todas as danças típicas do interior, danças caipiras do Egito.
Ele é um ritmo onde podemos encaixar passos que tenham duas partes só, porque ele é constante e muito acelerado. É necessário que a bailarina desenvolva precisão e agilidade sem colocar força nos movimentos.6) Karachi
Ritmo 2/4, significa "rolar". É um ritmo rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África, apesar de não ser um ritmo egípcio. É fácil perceber que ele não pertence à música egípcia, porque o início de seu compasso não é marcado por Dum (uma batida grave), mas por Tack (uma batida aguda). Este não é um ritmo comum.
Bom para deslocamentos. Mais comum em entradas e saídas de palco. É curto e constante.
7) Malfouf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco, porque fornece uma conexão com os fluxos dos movimentos.O ritmo Malfouf também é chamado de "Laff" no Egito e significa "algo embrulhado, enrolado".
Seus acentos nos Tácks dão um sabor especial. É muito similar ao nosso baião. Usado também em alguns folclores árabes e danças específicas, como por exemplo, o "Melea-Laff", a dança do lenço enrolado, típica egípcia e também "Raks El Shamadã", a dança do candelabro.Na primeira dança citada ele é mais acelerado e na segunda ele é mais calmo.Malfouf é comum também no acompanhamento nas danças de grupo e coreografias modernas ou tradicionais. Durante espetáculos de dança do ventre é utilizado como "ponte" de movimento, ou seja, faz a passagem de uma situação cênica para outra.
Para o estudo você pode desenvolver uma versatilidade de deslocamentos com a utilização do Malfouf.
8) Maksoum
Compasso 4/4, é um ritmo muito forte, no que se refere ao sentimento de animação.É considerado uma forma mais acelerada do ritmo baladi. Maksoum significa "cortado ao meio", alguma coisa que foi partida pela metade, isto deve-se provavelmente ao seu acento forte no contratempo entre o tempo um e dois.Sua diferença em relação ao ritmo Baladi é que o Maksoum principia-se com um Dum enquanto o Baladi, com dois Duns. É amplamente utilizado na música moderna egípcia. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.O Baladi e o Maksoum são os ritmos básicos da música árabe.
D T TKT D TKT TK
9) Masmoudi
Ritmo 8/4, teve sua origem na Andaluzia. Significa "algo que está suportado por um pilar, como uma estátua ou algo semelhante". É muito usado em músicas clássicas, para trazer à tona diferentes nuances.O Masmoudi é muito similar ao Baladi, só que realizado diminuindo o andamento do compasso, transformando o tempo de quatro, para oito.Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. Às vezes a primeira frase tem duas batidas condutoras. Esta versão com dois Duns iniciais chama-se Masmoudi Kebir (Kebir = o grande) é também chamado "Masmoudi Guerreando", devido à sua cadência agressiva, supõe-se que ela soa como um homem e uma mulher discutindo. Ele se distingue do Masmoudi Saghir, que é outra versão com três duns. É usualmente chamada "Masmoudi Caminhando". Esta é muito comum na música para dança e é usada para intensificar a percussão criando um momento especial na apresentação, enriquecendo a mesma.
10) Said
Traduzido diretamente para o português significa feliz, é um ritmo árabe bastante popular executado em ocasiões festivas.Na essência, Saaid é um Maksoum com acento mais forte no DUM. Muito popular no alto Egito, é o reverso do Baladi. Os dois Duns que iniciam o Baladi, aqui são encontrados no centro do compasso. Usualmente tocado de forma acelerada, possui acentos fortes, com sobreposições de graves por todo o compasso.
Algumas vezes, o Saaid é tocado com uma antecipação do primeiro tempo, o que lhe dá uma característica mais quebrada e rica.Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito, era chamada originalmente Raks Al Assaya ou Dança da Bengala, dançada por mulheres e é uma versão suave e muito mais delicada que a dos homens.Tradicionalmente usado para "Tahtib", uma dança marcial masculina, na qual os homens simulam lutar com longos bastões que fazem às vezes de uma arma. Seus movimentos são fortes, ágeis, marcados por saltos, giros e batidas de bastões.
11) Samaai
É um ritmo muito complexo.
Vem da estrutura antiga de música árabe. A palavra "Samaai" significa "escutar". É uma música montada em cima de uma métrica poética específica, com um ritmo específico e feita para o deleite. Uma música para ser apreciada e não necessariamente dançada.Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia e na música sufi turca. Possui uma seqüência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.
Pode aparecer dentro de uma música para dança, mas ela não é tão comum assim. Se essa música for feita para ser apreciada, ela exige de certa forma, todo um respeito e uma contemplação.
Se esse ritmo aparecer numa música para dança, é esperado da bailarina que ela possa reproduzir no próprio corpo a suavidade e a delicadeza que este ritmo imprime. E de certa forma, só mesmo acostumando nossos ouvidos escutando as peças mais antigas, poderíamos estar sintonizando melhor este significado.
É o ritmo típico do "Moash'ras" ou andalucia, que é a música que nasceu no sul da Espanha, na época em que os árabes migraram para lá e ficaram por um tempo. Uma música rica, delicada e encantadora.
12) Soudi
Aadany ou Soudi, significa "aquilo que é da Arábia Saudita" ou "que vem do Golfo" e é um ritmo 2/4.
Especial para dança conhecida como "Raks El Nash'at" ou dança Khalige. Essa é uma dança tradicional originária do Golfo Pérsico, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes. Os movimentos desta dança são marcados nos contratempos, feitos pelo "Merwas" (pandeiro do Yemen). A Tabla ou Derbake, quando tocada sem esse acompanhamento resulta em algo empobrecido e até mesmo descaracterizando a intenção "para cima", que se sente ao ouvir os acentos fora do pulso do compasso.Em festas femininas e casamentos é comum que as mulheres coloquem o tradicional vestido khalige por cima de sua roupa de festa e dancem sempre. São festas fechadas e familiares.
Os países onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Katar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são os dançarinos tradicionais. As mulheres vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam de forma bastante sensual movendo a cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés.Nos shows tradicionais fora de seu país de origem, às vezes a bailarina para homenagear alguém da platéia que provém de um destes países, insere uma pequena demonstração de khalige em sua apresentação, o que faz a alegria dos turistas.
13) Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição.É tocado sem instrumentos de percussão e freqüentemente por um só instrumento que pode ser a flauta, o alaúde ou o acordeão. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.
14) Ayubi
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance. Ele se encaixa bem com outros ritmos e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono. É bem parecido com o ritmo Soudi.Comum e claro, é tocado no oriente desde a Turquia até o Egito. Lento para a dança tribal do norte da África, chamada "Zaar", que é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.No Marrocos, numa versão mais acelerada, é presente no folclore e é tocado num compasso de 6 tempos. O som dele, dizem alguns, ilustra em forma de música o andar dos cavalos no deserto.Existe uma dança típica beduína que pode ser apreciada no Egito, onde um homem monta sem cela um cavalo árabe e comanda os movimentos do animal com seus pés. A música tem como base rítmica o Ayubi e a melodia desenhada por mizmar (flauta). Tudo permeado de improviso.Quando tocado com dois Duns, chama-se "Bayou". Na dança, Ayubi aparece em momentos de transição na música e você necessita usar de criatividade, pois ele por si só é linear e não provoca inspiração gratuita.Atualmente este ritmo é executado dentro de espetáculos de dança, mas sem o objetivo ritualístico.

O zaar:
Dança de exorcismo, que estabeleceu-se no Sudão em 1820.É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Seu ritmo é o Ayubi. No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que, embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras" geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.Quando esta dança é executada dentro de espetáculos de dança, ela não possui um objetivo ritualístico.
15) Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música oriental e também na música ocidental, conectado à própria valsa. Transmite uma influência, mas de certa forma interrompida por sua contagem de tempo em número ímpar.Encontrado especialmente nas músicas clássicas egípcias. O acento principal encontra-se no primeiro tempo do compasso.
16) Hatcha
É um ritmo mais lento e que não veio do Egito. É originário da Síria e Líbano. É muito envolvente. Quando a bailarina encontrar esse ritmo na música que estive dançando, deverá expressar suavidade, delicadeza, emoção. Normalmente este ritmo é acompanhado por floreios executados pelo derbakista.
17) Fox
É essencialmente uma marcha, provavelmente criada por influências de músicas ocidentais.Usada em composições modernas no Egito. Não é um ritmo tradicional. É constante e acelerado. O deslocamento se mantém.D S D S D S D S
18) Jabalee ou Soudasi
Basicamente folclórico, os jabalees são pessoas muito simples, que moram nas montanhas do Líbano.Dança de roda usado muito nos países árabes, para comemorar um casamento ou algum acontecimento de muita alegria, o jabalee é o ritmo utilizado para dançar o Dabke.
19) Aksak
Compasso 16/4, este ritmo foi documentado no Touma's - a música dos árabes. É assimétrico e dá um sentimento de parada ou vacilação.O termo Aksak, foi usado pelos músicos turcos, para descrever a grande variedade de ritmos registrados nos grupos dois e três.Usado na música grega com pausas longas e curtas.
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20) Bamby
Ritmo 4/4, tem um sentido de "chamada" ou preparação para algo que está por vir, devido aos seus três Duns pausados iniciais.
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21) Hagallah ou Hajallah
Essa dança de celebração é realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh, próximo à Líbia. Relacionado ao kaf (palmas). O Hagallah é encontrado também em outras partes do Oriente Médio. Acredita-se que a palavra Hagallah, venha do árabe hag'l, que designa "saltar, pular". É realizado junto dos noivos no Zaffe (procissão), que corresponde também à época de colheita. Hagallah refere-se à dança, música e esta celebração. Familiares e amigos acompanham com cantos e palmas, mostrando sua solidariedade para com os noivos. A figura central da festa é uma bailarina, que pode ser membro da família da noiva. A bailarina pode estar total ou parcialmente coberta por véus. Ela dança à frente de um homem, denominado de kefafeen. Esta dança não representa uma disputa entre homens e mulheres, mas denota o poder entre estes gêneros, suas graças.A mulher caminha com passos curtos e shimmies à frente da procissão. Ela pode portar um bastão ou um véu em suas mãos. O bastão não é manuseado como na dança Raks Al Assaya. No Iraque, há uma versão para o Hagallah, onde a bailarina porta uma espada e os homens tentam tirar seu véu. Algumas vezes o resultado é desastrosos, podendo haver feridos.O jogo sedutor na festa de casamento é muito complexo e hoje se encontra deturpado nas grandes cidades. No final da cerimônia, a bailarina ajoelha-se diante do kefafeen e entrega seu bastão ou seu véu. E ele lhe dá um ou dois braceletes como símbolo de força e sorte diante da nova proposta.
Compasso 4/4, este ritmo é a metade do Masmoudi Kebir. A letra "g" é empregada no Egito e o "j" no Líbano e Síria, é como um sotaque. O Hagallah também designa uma seqüência composta por Setrak (um percussionista muito famoso no Oriente). Este seu solo foi copiado por diferentes tablistas e é usado até hoje.Consiste numa introdução com Malfouf ou Laff, em três compassos, como uma pergunta e no quarto compasso há uma resposta de Dum Dum Tack. Em seguida, entra o próprio Hagallah, três compassos novamente e a resposta Dum Dum Tack no quarto compasso.Posteriormente é feito um ritmo mais lento, similar ao Wahd de 4 tempos, ainda com as respostas no quarto compasso já mencionadas.Esta seqüência, é uma excelente introdução para solo de tabla, pois o diálogo dos ritmos com perguntas e respostas é rapidamente capitado pela dançarina.
22) Samba
Compasso 4/4, é um ritmo usado especialmente nos solos de derbake. O Samba tem justamente uma pitada do nosso ritmo, fornecendo alegria e brasilidade, através das marcações no contratempo entre o tempo um e o dois.
23) Rumba
Seu estilo nos remete à Espanha. É um ritmo 4/4 e pode fornecer uma impressão de que seja um compasso de 3/4.Há um outro ritmo denominado Bolero, que é uma versão mais lenta da Rumba, utilizado em músicas como "Mirselu" e "Erev Sehl Schoshanim". A Rumba, inicia-se pelo quarto tempo do compasso e isto é responsável por sua graciosidade.
24) Karsilama
Compasso 9/8, significa "frente a frente" em turco.Sua formação é de três compassos de dois tempos e um de três.D K T K T K KDKT KT K T
25) Rush
Floreado utilizado pelo percussionista, que cria um grande impacto na audiência. Não possui acento pré-determinado nem contagem. Os dedos passeiam com rapidez assombrosa no derbake, criando a sensação de vibração sonora. As flutuações de aceleração são totalmente improvisadas; a bailarina e o músico devem estar perfeitamente entrosados.Para o expectador, o instrumento leva a música para dentro de seus ouvidos e o corpo da bailarina deverá ser a tradução exata das impressões sonoras recebidas.
26) Andaluz
Originado pelos mouros islâmicos afastados da Espanha. Este é caracterizado por passos ligeiros e braços com graciosidade arabesca, que desenham os meandros da melodia.
Um véu evidencia a sinuosidade dos movimentos. Acompanhado de uma música clássica: nouba.
Nouba designa "um por vez", na pauta ou na composição musical. É concentrada em uma série de peças vocais e instrumentais construídas sobre um tab ou modo particular. O desenrolar é variado dos ritmos e movimentos variados. No início, nouba correspondia a cada hora do dia e da noite, assim como as regras indianas. Devido à sua transmissão oral, perdeu sua significação, por culpa do tempo e da memória. A orquestra para a execução do Andaluz, deve estar composta de instrumentos de corda, sopro e percussão. Este estilo foi executado para grandes califas, sultões, reis, sheiks e mais tarde, gerou o estilo de dança conhecido como andaluz, muito sofisticado e apreciado por um público cativo.


Referências Bibliográficas:

"Estudos em instrumentos musicais Orientais" por H.G. Farmer, London, 1931. 5. Artigo em "Musica Arabe" por Halim Dabh, The Arab World Magazine Jan.-Feb. 1966 (Arab Information Center, New York) 6. Artigo em "Musica no Oriente Médio" por Afif A. Boulos, Aramco World Magazine, Jan.-Feb 1966
http://www.agendamusical.com.ar/Apuntes de seminario de música árabe dictado por Mario KirlisBs. As. 22 de mayo de 1999
Vídeo: Ritmos 1 e 2 - Lulu Sabongi
http://www.mundoarabe.com.br/SABRAS/
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Dança do Ventre - Ciência e Arte - Patrícia Bencardini
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